terça-feira, 22 de setembro de 2015

EBD - Teologia do Culto
 

 Lição 26

CARACTERÍSTICAS DE CULTO CRISTÃO

3.Comunhão horizontal e vertical 
 1ª PARTE

O termo comunhão vem do grego koinonia e significa conforme a definição de Taylor, “participação, quinhão, comunicação, auxílio, contribuição, sociedade, comunhão, intimidade, ‘cooperação’.”

“Esta comunhão existente entre os membros da Igreja em Jerusalém, expressava a prática de Jesus que havia sido repassada pelos apóstolos, mostrando que a vida em comum era dever dos discípulos de Cristo” (OLIVEIRA, 9).

Não se tratava de nenhum movimento comunista que prega a igualdade social sem direito a ter bens pessoais, mas expressava o que haviam aprendido com Cristo e que agora deveria ser a prática da igreja (At. 4: 32).Esta comunhão também se expressa no ato do batismo (Rm 6:1-5; Cl 3:1-4) e da ceia do Senhor (1 Co 11:23-26).

“A celebração da ceia representava a união dos crentes com Cristo e a união entre eles mesmos, como um meio eficiente de manterem-se fortes a fim de sustentarem sua condição de crentes dentro de Jerusalém” (OLIVEIRA, 10).

GRUDEM complementa dizendo que
"[...] a ceia do Senhor aponta para uma refeição de comunhão mais maravilhosa na presença de Deus, no futuro, quando a comunhão do Éden será restaurada e haverá então uma alegria ainda maior, porque os que comem na presença de Deus serão pecadores perdoados, agora confirmados em justiça, incapazes de pecar outra vez."

A igreja primitiva já nasceu com quase 3 mil membros. Se é difícil manter a comunhão em uma igreja do tamanho das que conhecemos hoje, por causa da chamada “incompatibilidade de gênios”, imagine naquela igreja com 3 mil membros.

CONTINUA

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

160ª
 

REFLEXÃO EM SALMOS

Salmo 106  

2ª Parte  

Pondo Deus a Prova

Uma vez o povo se rebelou no deserto porque estava sentindo falta da comida do Egito e perguntou: “Quem nos dará carne?” (Nu 11). O povo pôs Deus a prova. A resposta de Deus foi lhe dar muitas codornizes durante um mês.

O povo comeu até se fartar e ainda estava comendo quando a ira de Deus se acende contra o povo, lhe ferindo com pragas. Muitos morreram. (Nu 11:33,34). “Deus satisfez o desejo do seu coração, mas lhe fez definhar a alma” (15).

Após lembrar o povo sobre tudo o que fez e sobre a ação de Deus, o salmista continua sua oração pedindo livramento do exílio. Ele reconhece que o Senhor é bom. Mesmo vivendo aquela situação, Deus é bom.

AVALIAÇÃO

Não somos diferentes dos israelitas. Quantas vezes não cometemos os mesmos erros dos nossos antepassados? Apesar de sabermos das consequências dos nossos atos, continuamos fazendo.

Se olharmos para traz veremos o quanto Deus já lutou e venceu por nós. Quantas necessidades já foram supridas. De quantos males nos livrou. E, em troca duvidamos de que Ele seja capaz de continuar nos abençoando.

Muitas vezes até fazemos prova de Deus. Outras tantas vezes sentimos falta da vida que tínhamos antes ou ainda, queremos viver como os ímpios vivem por acharmos que são felizes. E o Senhor nos permite isso.

Ele satisfaz o desejo do nosso coração, mas nos faz definhar a alma (15). Ele tinha algo melhor para nós, mas como insistimos muito, permitiu. Então descobrimos, as vezes tarde, que felicidade, paz, alegria, tranquilidade de espírito mesmo, só na companhia de Deus.


Livra-nos Senhor de nós mesmos! Rendamos graças ao Senhor porque ele é bom e sua misericórdia dura para sempre (1).

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

EBD - Teologia do Culto


Lição 25

CARACTERÍSTICAS DE CULTO CRISTÃO 

 7ª PARTE

RESULTADO DA VERDADEIRA ADORAÇÃO: 

A adoração deve produzir transformação de vida

Qual é o resultado do nosso culto? Ao sairmos daquele momento, há algum tipo de transformação em nossas vidas? O encontro cúltico com Deus fez alguma diferença em nós? E nós, estamos sendo transformados e transformando a comunidade em nossa volta?
Romanos 12: 1,2 diz “não tomeis a forma deste mundo, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente”. Tomar a forma do mundo é fazer, ser e agir como o mundo.
Transformar-se pela renovação da vossa mente é tirar tudo o que não é correto e renovar a mente com sentimentos, atitudes, ações que visem um tornar-se mais parecido com Cristo. Renovar a mente é por conteúdo novo e saudável nela. Como resultado, o que estiver à nossa volta também será transformado e tornado novo.
Nosso culto racional consiste em ter consciência do certo e do errado e deliberadamente nos afastar do errado permitindo que nossa mente seja transformada, alimentada, tornada nova, redundando em práticas cristãs dignas da nossa vocação como salvos, filhos de Deus.
O Presbítero Francisco de Aquino em seu Blog diz:
"Não adianta ter um culto “cheio de manifestações espirituais” se a vida do cultuador não condiz com o Deus Santo que está sendo adorado. Não adianta expulsar demônios, e viver uma vida de desonestidade. Não adianta falar em outras línguas no culto e depois falar mal dos outros.
Não adianta ser dizimista e ofertante, e viver uma vida individualista e sem amor ao próximo. Deus através do profeta Isaias disse que não aceitava mais um culto com aparência e sem essência, um culto apenas de lábios, de coração distante.
O profeta Amós disse que Deus não suportava mais ouvir as músicas religiosas de um povo mergulhado no pecado. O profeta Malaquias afirmou que cultuar ao Senhor sem respeitá-lo e honrá-lo é inútil. O culto é para Deus e não para o homem, deve ser como Ele quer e não ao nosso gosto.
O culto é teocêntrico, e não antropocêntrico. [...] Deus não se impressiona com aquilo que impressiona os homens, prova disso foram as inúmeras repreensões de Deus aos cultos oferecidos a Ele no Antigo Testamento.
O culto é a nossa oferta de amor ao Deus de amor. [...]. Que toda forma de entretenimento seja banido do culto ao Senhor, pois lembremos sempre o culto é para Ele e não para nós."
Transformação pessoal e depois coletiva, como resultado da verdadeira adoração a Deus, deve interferir positivamente na sociedade onde a igreja está inserida (At 2:47).
Deus nos ensine a cultuá-lo de forma correta. Amém!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

EBD - Teologia do Culto
 

 Lição 24

CARACTERÍSTICAS DE CULTO CRISTÃO 

 6ª PARTE

4º ESTADO ESPIRITUAL DO ADORADOR 

A adoração deve ser de mente – com entendimento

“Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.” (Rm 12:1).

Para se adorar a Deus em espírito e em verdade é necessário conhece-lo, pois a verdadeira adoração brota de uma vida firmada nas doutrinas bíblicas. Não basta ter sentimentos religiosos, eles devem estar firmados na rocha das verdades bíblicas.

Paulo escrevendo aos Romanos (10:2) diz que havia muito zelo religioso, mas sem entendimento. Era um culto emocional, religioso, apenas. Pouco ou nenhum conhecimento tinham de Deus e de sua Palavra.

A “verdadeira adoração sempre une coração e cabeça, emoções e pensamentos, afeto e reflexão.” (PIPER, 2001, 71). Se não está havendo adoração verdadeira entre o povo de Deus é porque o doutrinamento pela Palavra está sendo fraco. (Am 8:11,12).

Conhecemos a Deus quando conhecemos seus atributos e isto acontece quando estudamos sua Palavra. O profeta Oséias repreendendo Israel por causa da corrupção, inclusive sacerdotal diz “Meu povo está sendo destruído porque lhe faltas o conhecimento.” (Os 4:6).

Não conhecer a Palavra de Deus significa também não conhecer Deus, pois ela revela quem Deus é. Mensagens bíblicas substanciais, hinos com mensagens bíblicas e edificantes e orações teologicamente corretas expressam e inspiram a verdadeira adoração.

Quando cantarmos, precisamos saber o que estamos cantando, se a letra da música expressa, exatamente o que eu estou querendo dizer para Deus ou se ela nos compromete. Quando orarmos, não devemos usar de frases decoradas ou “rezas”.

Não devemos pronunciar palavras mecanicamente ou de forma suntuosa para impressionar os ouvintes. Mas, este momento deve ser para dizer, conscientemente, para Deus exatamente o que está dentro do coração.

Não basta para Deus uma liturgia bem elaborada com ações bem ensaiadas mas que não há compreensão do que está acontecendo. “[...] para Deus é preciso que saibamos o que estamos fazendo, de modo a fazer o que lhe agrada.” (AMORESE, 2004, 26).

Que nossa adoração não seja reduzida a mero cumprimento de dever religioso, mas que seja a resposta de um coração que adora em espírito e em verdade.

159ª 


REFLEXÃO EM SALMOS

SALMO 106 

 1ª Parte - Exílios

Este salmo inicia com um motivo de louvor porque Deus é bom e sua misericórdia dura para sempre. 

Ele estava vivendo em estado de exílio em país distante do seu. Mas, tem esperança de que o Senhor se levantará em auxílio do seu povo.

E ele não quer ser esquecido quando isso acontecer, quer ser incluído. Quer voltar para o lar e testemunhar do que Deus fez, quer se alegrar e louvar ao Senhor com os que são Seus.

 Conclui o salmo clamando pela salvação do seu povo que está espalhado entre outras nações para que todos, juntos, cultuem ao Senhor.

APLICAÇÃO

Vários são os exílios que passamos durante nossa vida. Não um exílio onde somos tirados do nosso país e nos mandado para um lugar estranho onde não conhecemos nada e nem ninguém.

Mas, muitas vezes, um exílio pior entre os nossos próprios parentes e amigos. Um exílio de enfermidade que nos tira a liberdade de ir e vir. Um exílio de perseguições que nos tira a paz, alegria e o sono por não sabermos as razões disto. Um exílio espiritual provocado pelo ativismo religioso que nos metemos sem tempo para orar e meditar na Palavra.

Isto nos traz aridez, secura e esfriamento espiritual. Não precisamos viver exilados, pois temos um Deus disposto a nos socorrer, nos libertar destas situações opressoras e nos levar de volta pra casa, um lugar de descanso.

Demos graças a Deus porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre (1). Salva-nos, Senhor, nosso Deus!!!






158ª 


REFLEXÃO EM SALMOS

Salmo 105 

 Tu és fiel, Senhor!

O salmista aqui chama o povo para dar graças a Deus por tudo o que já fez por ele. Incentiva-o a proclamar Seu nome entre outras nações bem como os tão grandes feitos de Deus para que saibam qual o Deus Israel segue. 
O Deus que fez uma aliança com Abraão, Isaque, Jacó e Seus descendentes e que cumpre cada parte de Aliança.

O salmista traz à memória do povo o que aconteceu desde a Aliança feita com Abraão quando disse que lhe daria Canaã. Lembra como Deus preparou o palco para resolver a situação da fome de Jacó e seus filhos; da libertação da escravidão egípcia; da proteção no deserto dia e noite bem como o suprimento de cada necessidade.

O objetivo de tanto cuidado e zelo era para que seu povo reconhecesse quem é Deus e obedecesse os seus decretos e guardasse sua Lei (45).

Conclui com um brado de Aleluia! por ver que Deus promete e cumpre suas promessas e que é a esse Deus que todos devem dar graças e proclamar seu nome. E, na necessidade, é a Ele que devem recorrer (1-4) e não a deuses estranhos.

APLICAÇÃO

Se formos escrever todas as benesses de Deus realizadas em nossa vida, certamente muitos volumes seriam escritos.

Neles entrariam mesmo aqueles momentos difíceis, mas que se transformaram em grandes aprendizados e bênçãos para nós. Entrariam, pois através deles fomos abençoados e com a experiência adquirida podemos abençoar outros.

Tudo o que acontece em nossa vida visa o nosso aperfeiçoamento. Mas, isso só acontecerá se tivermos uma atitude positiva de que, apesar de não entendermos os “porquês” será para o nosso bem (Rm 8:28). Também servem para nos aproximar mais de Deus.

Já perceberam que nos momentos difíceis corremos para Ele? A orientação do salmista é para que recorramos a Deus, que busquemos sempre a sua presença (4). Ou seja, não devemos fazer isso só nos momentos difíceis, mas a cada instante.

Como não fazemos isso, o Senhor nos permite passar por provações para saber o que está em nosso coração.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

157ª 


REFLEXÃO EM SALMOS

Salmo 104 

Renovação da Espécie

Esta composição é um reconhecimento dos grandes feitos de Deus no universo. Em sua imaginação limitada o salmista tenta descrever a grandiosidade do esplendor majestoso de Deus (1,2). Reconhece também a sabedoria e controle absoluto de Deus sobre o universo e tudo o que nele há.

Então irrompe em um cântico de louvor por tudo o que Deus fez. Ele firmou a terra para que não caísse; criou e faz a manutenção de tudo. Dá a vida, leva a vida e dá a vida a outros promovendo, assim, a renovação das espécies.

Determina a função de cada astro, vegetal, mineral e de tudo o mais que, com grande sabedoria criou. O coração do salmista não se aguenta diante de tudo isso. Então diz: “Bendiga ao Senhor a minha alma! Aleluia!”.

APLICAÇÃO

Aprendemos a dizer que Deus está no controle de tudo, mas quando, por exemplo perdemos um ser querido questionamos que poder é este que não impediu que ele se fosse?

Os versos 29-30 mostram essa dinâmica da vida, morte, vida, morte que é igual a renovação das espécies criadas por Deus. Doe, é bem verdade! Mas até a morte está sob o controle de Deus e tem sua função definida que é a renovação das espécies (30).

Tudo foi sabiamente criado por Deus, com objetivos e funções bem definidas. Somos parte desta criação com a função de glorificar a Deus, exaltá-lo, bendizê-lo, adorá-lo em seu majestoso esplendor.

Devemos reconhecer que nada, absolutamente nada, foge ao seu controle e seus propósitos. O que podemos fazer diante de um Deus como este senão irrompermos em louvor por tudo o que tem feito no universo e, pessoalmente em nós? “Bendiga o Senhor a minha alma”.