terça-feira, 3 de novembro de 2015



EBD 

Teologia do Culto - Lição 34

PARTES DE UM CULTO - 1ª Parte.

COMO DIRIGIR UM CULTO

É comum a liderança da igreja, na tentativa de incluir os membros nas suas programações, escalar pessoas para a direção do culto, mas não lhes dá nenhum direcionamento ou capacitação para fazer isto. Nunca se deve entregar uma responsabilidade para alguém sem antes capacitá-lo para aquilo.

Há certos critérios para a escolha do dirigente do culto e para a preparação da ordem do culto. E é sobre isto que estudaremos nesta lição.

1. O Perfil do Dirigente

Características Pessoais:

• Deve ser responsável e pontual no cumprimento desta tarefa.
• Que tenha condições e conhecimento para desempenhar a tarefa que lhe foi confiada.
• Deve cultivar boa postura. Ficar em pé direito, levantar a cabeça, olhar para o público, não se curvar sobre o púlpito se apoiando nele.
• Deve manter boa aparência exterior com traje decente, limpo, modesto, sem exagero e apropriado para o lugar e ocasião.
• A aparência não deve se constituir um distrator para a congregação. Por isto, consulte bem o espelho ou alguém para ver se tudo está em ordem e sem chamar a atenção.
• Deve mostrar dignidade sem formalidade, sinceridade, animação e alegria sem leviandade.

Características Espirituais:

• Deve ser uma pessoa que tenha passado pela experiência do novo nascimento.
• Que demonstre submissão à vontade de Deus.
• Que seja uma pessoa de oração e tenha amor para com a Bíblia.
• Que cultive uma vida devocional diária.
• Que tenham bom testemunho e vida cristã exemplar

CONTINUA

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

167ª 


REFLEXÃO EM SALMOS

Salmo 108 – 2ª Parte 

 Inimigos Contumazes

A disposição de Davi em louvar o Senhor logo cedo independia das circunstâncias em que estivesse passando. Quando diz: “Salva-nos, Senhor!” (6), mostra que ele estava vivendo em uma situação de perigo por causa dos seus muitos inimigos.

Mas, do seu santuário o Senhor responde mostrando que está no controle da situação: vitória para os seus e derrota para os inimigos dos seus. Certamente Davi contava com a ajuda do seu exército; dos seus valentes; do seu equipamento bélico.

Mas, nada foi capaz de lhe socorrer diante de 3 perigos e contumazes inimigos – Edom, Moabe e Filistia. Então busca o socorro divino, reconhecendo-O como o único que poderia garantir a vitória contra esses inimigos. “Pois inútil é o socorro do homem. Com Deus conquistaremos vitória” (12,13).

APLICAÇÃO

Como é do nosso conhecimento, temos 3 grandes inimigos: a carne, o mundo e o diabo. Estes três inimigos estão diuturnamente nos desafiando para uma batalha. Batalha essa que ganha o que estiver melhor alimentado, equipado, preparado.

A carne se apresenta com as armas do desejo, do prazer querendo se alimentar de tudo o que é pecado. O mundo se apresenta com as armas da sedução, do sucesso ilegal, concupiscência, etc. E o diabo, bem, este se utiliza da carne e do mundo bem como de outras artimanhas para nos destruir.

Quando alimentamos qualquer um destes inimigos com nossas atitudes erradas e com as brechas que abrimos para que tenham acesso à nossa vida, o diabo se aproveita disto e providencia nossa derrota de forma tão sutil que só percebemos quando somos vencidos.

Mas, quando mantemos nossos olhos em Deus, nos nutrindo de sua Palavra e comunhão com ele, abrimos espaço para que o Espírito Santo aja em nós nos fortalecendo e nos dando vitória. Esta não é uma luta que depende de força física, mas de preparo espiritual. E isto só se adquire estando perto e na dependência de Deus.
EBD - 


Teologia do Culto - Lição 33

PARTES DE UM CULTO - 4ª Parte.

CONTINUAÇÃO... As outras partes estão nos estudos anteriores.

6- Participações – Elas não são especiais ou mais especiais do que as outras partes do culto e não devem ser para autopromoção, mas para adorar a Deus. Elas devem ser incluídas na programação. Com isto, o improviso é evitado.

7- Consagração dos Dízimos e Ofertas – A oferta também deve fazer parte do culto não como um saqueio dos bens da congregação, ou o momento mais doloroso para o crente. Mas, deve ser feito como real expressão de louvor e gratidão a Deus por tanta bondade e amor. “O ofertar sempre foi um elemento integrante da adoração a Deus e uma expressão de fidelidade. (Dt 12.4-7; Ml 3:10; Mc 12.41-44)”. (Adoração e Louvor, 2001, p.13).

8- Poslúdio – O NDA diz ser “Conclusão musical de uma cerimônia religiosa ou de uma composição [...]”. No nosso caso marca o final do culto. Não significa que meu culto a Deus terminou. Há um prosseguir da adoração no meu viver diário. Aqui se trata do culto coletivo ou individual que acontece em um momento do dia. Pode ser feito como no prelúdio ou a gosto do dirigente.

Obs: Precisamos ter em mente que não se cultua a Deus só em uma reunião pública. O culto pode acontecer em pequenos grupos, no aconchego de um lar ou pode ser feito só entre o cultuador e Deus.
                                                Modelo de ordem de culto
                                                Culto em Ações de Graça

1. Prelúdio Instrumental
2. Motivo de Gratidão                                                           Mana Lobão
3. Cânticos Congregacionais:                                               Ministério de Música
• “Te Agradeço”
• “Graças dou por esta vida” – HCC 419
4. Salmo 138                                                                        João Paulo
5. Oração de Gratidão                                                          Ana Luiza
6. Cântico Congregacional                                                   Ministério de Música
• “Tu és fiel Senhor” – HCC 25
7. Testemunho                                                                     Mana Lobão
8. Mensagem                                                                       Musical Coral
• “Como Agradecer a Jesus”
9. Mensagem                                                                       Pr. Pedro Antônio
• “A Fidelidade de Deus”
10. Oração Final                                                                  Mana Lobão
11. Poslúdio
• “Justo és Senhor” CC 02                                                  Coral


                                                                                                        EBD - 


Teologia do Culto - Lição 32

PARTES DE UM CULTO - 3ª Parte.

CONTINUAÇÃO...

3- Música – Elemento indispensável no cultuar. Sugestão de sequência da música.

a) De confraternização: a congregação está se juntando e se preparando para o cultuar. “É bom te ver por aqui”. 

b) Que expresse alegria: “Firme nas promessas”. 

c) Que convide ao louvor: “Hoje é tempo de louvar a Deus”. 

d) Que declare seu amor e adoração a Deus: “Em espírito em verdade”; “Santo, Santo, Santo.” 

e) De consagração: “Venho Senhor minha vida oferecer”.

f) Que prepare para o momento da ministração da Palavra de Deus: “Enquanto, ó Salvador, teu livro eu ler”.


Estes itens podem ser distribuídos durante o culto. A música deve ser escolhida de acordo com o tipo de culto.
Entre o período de louvor e adoração pela música e a mensagem não devem ser feitos comerciais ou comunicações, nem dar oportunidade para qualquer outra participação que não esteja programada.
A congregação foi preparada para receber a mensagem da Palavra de Deus, nada deve destruir este preparo.
4- Leitura Bíblica – Deve ter relação com o tema e tipo do culto. “As verdades bíblicas devem modelar o ato de culto, bem como as ideias e o comportamento do adorador (1 Sm 15.22-23; Mt 15.9).” (Adoração e Louvor, 2001, p.11).
5- Mensagem – É um dos momentos em que Deus fala com a congregação. Pode ser apresentada nas mais variadas formas: Dramatização, Preleção, Musical, Filme, entre outras.
CONTINUA ...
166ª 


REFLEÇÃO EM SALMOS  

 Salmo 108 – 1ª Parte 

Vitória, só com Deus!

Este salmo é composto por parte do Salmo 57: 97-110 e do Salmo 60: 5-12. O salmista logo cedo dispõe seu coração e seus instrumentos pra louvar ao Senhor em reconhecimento ao seu amor leal e sua grande fidelidade. “Que estes atributos de Deus se estendam por toda a terra” (5) é a oração de Davi.

Dos versos 7 a 9 é uma palavra de Deus proferida por um sacerdote ou um profeta que reconhece a fidelidade e lealdade do Senhor para com seu povo. Davi continua sua canção reconhecendo que nenhuma batalha é vencida sem a intervenção divina. Com Ele há garantia de vitória e que os inimigos serão vencidos.

APLICAÇÃO

“Temos por lutas passado. Umas terríveis, cruéis”. Esta é uma das frases de uma música do cancioneiro evangélico. Mas, diante de todas as lutas, sejam elas grandes ou pequenas; que pareçam fáceis ou difíceis de serem vencidas, nós temos visto a fidelidade de Deus em nos garantir vitórias.

O seu amor tem sido incondicional não só nestes momentos. Mas, muito mais perceptível neles. A sua glória tem sido vista a cada batalha ganha. Isto deve nos motivar a já amanhecermos dispondo o nosso coração e todo o nosso ser para louvá-lo.

E, continuar o dia proclamando sobre toda a terra esses e muitos outros atributos de Deus em nossa vida. Que todos saibam quem é Deus e que só ele é capaz de garantir a vitória sobre qualquer luta. Afinal, “Com Deus conquistaremos a vitória” (13). E que lutar sem Deus é igual a derrota.



165ª 


REFLEXÃO EM SALMOS

Salmo 107 – 5ª Parte 

Tenho que Escolher?

O Salmo 107 relata a forma de vida que o povo estava levando e as consequências dos erros de cada um. 

Mostra também o livramento de Deus para com seu povo. Por causa da maldade dos moradores daquela cidade Deus os puniu secando seus rios e fontes, tornando a terra árida.

Mas fez prosperar o seu povo. O povo foi humilhado e oprimido, mas Deus levantou sua mão contra os reis que lhe maltratavam e os puniu. Cuidou para que nada faltasse para seu povo. O tornou fértil. Os retos viram esta atuação de Deus e O louvaram. Quanto aos ímpios e opressores, tiveram que ficar calados (42).

O salmista conclui seu cântico desafiando aos que têm corações sábios a refletirem sobre estas coisas e reconhecerem quão grande é o amor de Deus pelos seu povo (43).

APLICAÇÃO

Cada escolha que nós fazemos na vida tem suas consequências. Se escolhemos bem; se escolhemos obedecer ao que a Bíblia prescreve; se escolhermos obedecer as advertências e conselhos do Senhor, então é certo que as consequências que virão, serão bênçãos sem medidas. Mesmo que elas venham em forma de provação, com sua aparente inutilidade.

Mas, se optarmos em escolher mal, é certo que o peso e o juízo de Deus virão sobre nós. Não poderemos escolher as consequências das nossas escolhas, sejam elas certas ou erradas. Mesmo se escolhermos fazer o errado, Deus nos dará chances de reconhecermos isso e nos convertermos dos maus caminho.


Através do arrependimento e confissão destas escolhas, podemos voltar à comunhão com Deus. Seu perdão misericordioso nos dará a chance de voltarmos e fazermos o que é certo. “Reflitamos nisso e consideremos a bondade do Senhor” (43)

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

EBD - Teologia do Culto - Lição 31


CARACTERÍSTICAS DE CULTO CRISTÃO

PARTES DE UM CULTO - 2ª Parte

2. Partes de um culto

Normalmente os adoradores se reúnem em um local pré-determinado para cultuar a Deus. Esta programação pode ter a duração de uma ou mais horas.
Dentro dela pode acontecer várias atividades tais como os comunicados, as apresentações dos que estiveram presentes, os agradecimentos e o culto propriamente dito, bem como outras atividades que o grupo desejar realizar.
Ficam fora do momento do culto, mas, dentro da programação do dia -
As apresentações dos que estiveram presentes, os agradecimentos, os comunicados e quaisquer outras atividades que não têm como objetivo a adoração a Deus, mas que são importantes para o grupo que ali está.

Na liturgia, estas atividades não podem ser intercaladas com as partes do culto. Ou elas são feitas antes ou depois da realização do culto, mas nunca dentro, pois não são dirigidas à Deus nem visam a comunhão mútua.
Fazem parte do culto a Deus – momento da mais elevada homenagem e adoração a Deus.
Prelúdio; Testemunhos; Leitura Bíblica; Ofertas; Mensagem; Orações; e quaisquer outras atividades que forem realizadas visando prestar esta adoração a Deus. Temos que ter cuidado para não inibir a ação do Espírito Santo que muitas vezes fica sem liberdade para agir por causa da liturgia planejada, cronometricamente, pelo dirigente culto.
1- Prelúdio – O Novo Dicionário Aurélio define como sendo o “Ato ou exercício prévio. Iniciação. Aquilo que precede ou anuncia alguma coisa. Introdução instrumental ou orquestral de uma obra musical. [...]”. Como este prelúdio pode ser feito no culto: instrumental, musica congregacional, solo, oração, leitura bíblica.
Conforme MURADAS (1999, p. 71), este momento “não deve ser utilizado para ensaio, mas para uma preparação” do culto que se inicia. O prelúdio convida a congregação à adoração. Esta parte pode ser feita através de música instrumental, coral, solo, entre outros. Ele marca o início do culto a Deus.
2- Oração Congregacional – Oração é o “privilégio supremo dos cristãos, concedido por Deus ao elevá-los à categoria de filhos. A oração só é possível dentro da família de Deus: é o exercer os direitos de filhos no contexto dessa família (Rm 8:15 e Gl 4.6).” (Adoração e Louvor, 2001, p.11).
Ela é a oportunidade que Deus deu aos seus filhos de falarem com Ele. Pode ser oração de louvor e adoração, confissão de pecados, pedidos, agradecimentos, entre outros. Música suave e com o mínimo possível de instrumento, pode ser tocada neste momento. Não é necessário, se a igreja prefere assim.
CONTINUA ...